segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O sonho de toda criança

Que criança nunca sonhou com seu brinquedo favorito ganhando vida? Creio que, no imaginário de todo mundo, pensamentos assim surjam direto. Já pensou que legal aquele seu soldado de Comandos em Ação conversando com você? Ou um He-Man enfrentando batalhas imaginárias ao seu lado?

Hollywood sempre explorou essa temática infantil. Clássicos como "A Chave Mágica" e "Toy Story" mostram como o mundo seria mais bacana se nossos brinquedos ganhassem vida.

Agora, imagine a situação: você é um garoto excluído que ganha um ursinho de pelúcia com 8 anos de idade (relevem, eram os anos 80) e, no ápice de sua solidão, pede na noite de Natal que seu mascote ganhe vida.


Essa é a premissa de "Ted", filme recém-lançado no Brasil, dirigido e roteirizado pelo criador de "Family Guy", Seth McFarlane.

Após ganhar vida, Ted, o ursinho de pelúcia do jovem John, ganha fama internacional. Afinal, um brinquedo que fala é algo bastante incomum, digno dos holofotes da imprensa.

O tempo passa e a amizade de Ted e John só aumenta. Mas as responsabilidades vão chegando e o personagem interpretado por Mark Wahlberg tem que resolver como conciliar trabalho, o namoro com Lori (vivida pela maravilhosa Mila Kunis) e seu dia a dia com o ursinho de pelúcia boca-suja e politicamente incorreto.

Cheio de referências e alfinetadas ao show business (que vão do clássico "Flash Gordon" ao mais recente filme do Superman), "Ted" é muito divertido e rende boas gargalhadas.

PS: Joel McHale, o Jeff de "Community", participa do filme!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Serial Share

Levanta, troca de roupa, toma café e compartilha foto de um aborto ou de cachorro morto no Facebook. Essa é a rotina de milhares e milhares brasileiros. Falta criatividade e bom senso para eles, por isso transformam seus perfis em verdadeiros slides de Power Point que sua mãe enviava no fim dos anos 90, cheios de correntes absurdas e fotos de paisagem com uma frase de Augusto Cury.

Num ritmo de 10 compartilhamentos por minuto, esse tipo de usuário é conhecido como "serial share". Compartilha sem dó, o que vier na frente. Não se preocupa se tem erro de português na frase, não liga se o nome da página nada tem a ver com o conteúdo do que foi compartilhado... Enfim, transformam o Facebook num show de horrores.

O serial share não usa faca nem arma: apenas um computador
Esse tipo de pessoa acredita que Mark Zuckerberg doará R$ 0,05 por compartilhamento de uma foto de um bebê anencéfalo, que se uma imagem for replicada 1 milhão de vezes a corrupção acaba no Brasil, que 30 iPhones serão sorteados na moleza apenas pra quem compartilhar uma imagem entre uma série de absurdos.

Isso sem falar nas frases melosas à la Tumblr, das promoções sem sentindo, dos Facecrentes (aqueles que compartilham salmos e provérbios durante o dia todo), os defensores dos animais que repassam imagens lindas de cães e gatos mutilados...

Já pensou se o Facebook resolve limitar o número de compartilhamentos por dia? O que seriam dessas pessoas? Conseguiriam viver?

Acho que não.

Pelo fim do serial share!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Community: a incrível série que só descobri agora

Sou antenado com tudo que acontece no mundo do futebol, da tecnologia e dos quadrinhos. São coisas que eu realmente gosto. Se um novo iPhone é lançado, eu fico sabendo. Se o Corinthians anuncia um novo reforço, também. O mesmo vale se um autor resolve matar o Super-Homem pela 5349ª vez. Mas séries de TV são meu ponto fraco. Apesar de ter TV a cabo e ler blogs sobre o assunto, não fico tão a par sobre elas.

Os incríveis personagens de Community
Várias séries interessantes eu só fui descobrir depois de anos. Foi assim com 24 Horas e Lost. E, mais recentemente, com Community. Fui conhecer a criação de Dan Harmon dois dias atrás, fuçando o acervo do Netflix (que, por sinal, é um ótimo serviço de streaming). Não que eu nunca tenha ouvido falar da série, mas sequer tinha visto spots. Assisti ao primeiro episódio e me apaixonei. Vieram outros, e outros... Ao todo, vi em duas noites 19 episódios da primeira temporada. Viciante.

Quer saber o por quê? A série mostra o convívio de sete pessoas totalmente diferentes uma da outra tendo como plano de fundo a faculdade comunitária de Greendale. O personagem principal é Jeff (interpretado pelo sósia do Michel Teló, Joel McHale), um advogado que teve seu diploma invalidado pela Ordem dos Advogados e recorre à Greendale para recuperá-lo. Lá, o descolado protagonista se apaixona por Britta (Gillian Jacobs), uma linda loira feminista que não tá nem aí pra ele.

E, paralelas ao romance deles, ocorrem as excelentes tramas envolvendo os demais integrantes do grupo: a sistemática Annie (Alison Brie), o velho com mentalidade de jovem Pierce (Chevy Chase), o jogador de futebol americano Troy (Donald Glover), o nerd Abed (Danny Pudi) e a recém-divorciada Shirley (Yvette Nicole Brown).

O relacionamento dos sete personagens é incrível. Pierce quer se entrosar, mas reluta em aceitar que já é um senhor de 60 e poucos anos. Shirley, o esteriótipo da negra cristã americana, acaba virando a conselheira (e fofoqueira) do grupo. Annie e suas repressões sexuais dão excelentes ganchos para a história. A amizade entre o descolado Troy e o nerd Abed também. Isso sem falar no elenco de apoio, composto pelos incríveis Señor Chang (o japonês professor de espanhol da faculdade, interpretado por Ken Jeong), o reitor Pelton (Jim Rash) e o professor de psicologia Ian Duncan (John Oliver).

Tudo isso, aliado às excelentes interpretações e ao ritmo incrível, fazem de Community uma excelente série. Pena que fui descobri-la só agora... Aliás, ainda bem que a descobri!