terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Volta, Cine Marrocos!

No ano 2004, escrevia resenhas de cinema para o finado Jornal República, em Itu. A experiência durou apenas seis meses, pois o periódico fechou devido problemas financeiros, mas fez eu tomar gosto pela sétima arte. Lia revistas (saudosa SET...) e sites especializados, participava de grupos de discussão, assistia tudo quanto é filme que passava... Enfim, virei fã de filme.

Mas, de um tempo pra cá, com a correria que minha vida se tornou (faculdade, trabalho etc.), pouco do meu tempo dediquei ao cinema. E, para piorar a situação, o número de salas de cinema foram reduzidos pela metade aqui em minha cidade, diminuindo consideravelmente a oferta de filmes em cartaz (antes, Itu contava com os Cines Marrocos e Sabará, tradicionais cinemas de rua. Na esfera dos shoppings, havia uma sala no Boulevard, duas no Unishopping e as atuais três do Cine Araújo, no Plaza Itu).

Cine Marrocos, o mais tradicional e
conhecido cinema de rua de Itu
Com isso, produções interessantes - mas que, supostamente, não agradariam ao público ituano - não foram exibidas por aqui. Só pra se ter uma ideia, grandes produções recentes, como "Os Descendentes", "O Discurso do Rei, "O Artista" e "A Dama de Ferro", nem passaram perto de Itu. Enquanto isso, as animações em 3D, grandes franquias como "Harry Potter" e os tradicionais blockbusters de férias não deixaram de ocupar os cartazes dos cinemas. A falta de variedade acarreta diversos problemas. Um deles é o incentivo à pirataria, uma vez que o cidadão que tem interesse em assistir alguma obra que não esteja em cartaz muito provavelmente fará o download ilegal na internet.

O outro problema - que, para mim, é o principal - é a exclusão cultural do cidadão. Nos shoppings, tudo é mais caro. O aluguel do espaço é alto, por isso o dono do cinema tem que repassar no preço do ingresso, que chega a custar até 20 reais dependendo do dia. Fora o custo com estacionamento e alimentação, o que pode transformar um simples passeio em artigo de luxo. Ou seja, a pessoa que ganha um salário mínimo não irá se desfazer de quase 10% de seu rendimento para uma atividade cultural.

Nos cinemas de rua isso não acontece. Quer dizer, o gasto existe, mas é menor do que em um cinema de shopping. Não há gasto com estacionamento, não há praça de alimentação com lanchonetes caríssimas e, principalmente, não há preços absurdos de ingresso, que custam por volta de 10 reais. Fora todo charme que os envolve, com aquele clima romântico que cai como uma luva em uma cidade como Itu, conhecida como a "Roma brasileira".

Por isso tudo é que sou favorável a volta dos cinemas de rua para Itu. Não tenho a mínima ideia de como se toca um empreendimento desses - muito menos tenho o dinheiro necessário para tamanho investimento - mas lutarei para que minha cidade possa contar com uma opção cultural barata e de qualidade. Como minha infância foi marcada pela exibição de "O Rei Leão" no tradicional cinema da Rua Paula Souza, nada mais justo do que a campanha seja nomeada "Volta, Cine Marrocos"!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eleições presidenciais no Corinthians: quem vence?

Andres fez uma boa gestão, apesar das polêmicas
Neste sábado, 11 de fevereiro, acontece a eleição para presidente do Corinthians. Mário Gobbi e Paulo Garcia disputam um dos cargos mais importantes do futebol nacional. Continuidade de um bom trabalho ou renovação com experiência? Vejamos.

Gobbi não é bem visto pelos frequentadores do clube, uma vez que se filiou ao Corinthians apenas em 2000. Em compensação, fez um bom trabalho como diretor de futebol nos últimos anos, sendo responsável por excelentes contratações e bons resultados dentro de campo. Ele tem a vantagem de ser o candidato escolhido por Andrés Sanches, que fez uma excelente administração no Timão, apesar da alta dívida acumulada.

Já Paulo Garcia tem uma história longa no clube, é sócio do Corinthians desde 1970. Ele é empresário, presidente da Kalunga - que foi por muitos anos, durante a década de 90, patrocinadora máster do Timão. Garcia usa em sua campanha argumentos válidos como a falta de talentos revelados pelo time nos últimos anos, a grande dívida, os negócios ilícitos que rolam e o desencontro de informações quanto aos valores da Arena Corinthians.

E aí, quem ganha? Para mim, nessa disputa, quem deve vencer é o Corinthians.

Texto também publicado na coluna "Gol de Letra", no Itu.com.br. Confira aqui.