quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fim das sacolinhas: uma medida que beneficia apenas os supermercados

Fim da sacola plástica não irá conter o grave
problema ambiental do estado
Entrou em vigor ontem, dia 25 de janeiro, em São Paulo um acordo entre o Governo e a Associação Paulista dos Supermercados (APAS) que tem gerado polêmica: o que prevê o fim das sacolinhas plásticas gratuitas nos supermercados do estado. A medida visa diminuir o dano ambiental, uma vez que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 20% das 12 bilhões de sacolas derivadas de petróleo consumidas no Brasil são descartadas de maneira inapropriada.

Mas existem outros interesses neste acordo. Um será a diminuição dos gastos do grandes empresários varejistas na aquisição das sacolinhas, que agora serão vendidas (por cerca de R$ 0,19 cada). A APAS jura que o valor do produtos comercializados nos supermercados diminuirá, já que o valor embutido da sacola será cortado. Mas quem garante?

Ecobag: medida ecológica ou acessório de
moda?
E outra: a extinção das sacolinhas nem é a melhor solução para a proteção do meio ambiente. Um estudo realizado na Inglaterra constatou que esse tipo de embalagem é o que causa menos impacto ambiental. Para Paulo Dacolina, diretor do Instituto Nacional do Plástico, um outro problema pode ser gerado: a população de baixa renda terá dificuldades em adquirir sacos plásticos para o descarte de resíduos sólidos, que serão jogados no ecossistema sem proteção.

Fora que as medidas adotadas em substituição às sacolinhas (a compra das mesmas e o uso de ecobags) geram outro problema: o consumismo desenfreado. Já reparara o valor dessas ecobags modernosas, com estampas cool? Em média R$ 30,00. E quem vende esse produto? Os próprios supermercados! Ninguém tira da minha cabeça que o acordo tenha sido um conchavo entre políticos e empresários visando as eleições municipais desse ano. E bem-feito: agrada parte da opinião pública (principalmente os ecochatos) e garante a verba para a propaganda eleitoral. Genial se não fosse asqueroso.

Com informações da Band.com.

ATUALIZADO: Depois do texto publicado, assisti ao vídeo abaixo. Confira:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Jornalista do SBT critica meme que foi destaque na Globo

Hoje pela manhã me deparei com um vídeo bem "polêmico" no meu feed de notícias do Facebook. A gravação do editorial do Jornal do SBT de ontem (19/01), feito pelo jornalista Carlos Nascimento, criticando o suposto caso de estupro no Big Brother Brasil e o meme "Luiza está no Canadá" rodou as redes sociais Brasil afora acompanhados de expressões como "disse tudo", "expressou o que sinto" etc. Eu mesmo fui um dos que elogiei primeiramente, principalmente pela atitude do departamento de jornalismo da emissora de Silvio Santos liberar que seus funcionários se expressem.

Mas, revendo o vídeo e lendo comentários de inúmeras pessoas, pude perceber que a crítica não foi ao viral da jovem paraibana muito menos ao reality show: foi uma provocação direcionada à Rede Globo de Televisão, uma das principais adversárias do SBT por pontos no IBOPE. Afinal, o meme Luiza (que apareceu no Bom Dia Brasil, Globo Esporte SP, Jornal Hoje e Jornal da Globo) e a confusão no BBB foram assuntos dominantes em qualquer rede social do mundo. Como bem disse o jornalista Mauricio Stycer, faltou humor a Carlos Nascimento.

Confira o vídeo em questão:


Confira a repercussão no Twitter:

Projeto de lei anti-pirataria quer censurar a internet

A internet como conhecemos pode mudar. E pra pior. Tramita nas esferas governamentais americanas dois projetos de lei que visam transformar a world wide web, o Stop Online Piracy Act (SOPA) e o Protect IP Act (PIPA). O primeiro tem como objetivo inibir a pirataria online, enquanto o segundo quer proteger a propriedade intelectual dos autores de conteúdo.

Ocorre que, com essas leis em vigor, a censura pode ser instaurada. Esse é o principal medo dos gigantes da internet (como Google, Amazon e Facebook). O SOPA, por exemplo, irá responsabilizar os servidores de conteúdo pelo material postado pelos usuários. Ou seja, se alguém piratear um filme, o provedor do link será multado ou até mesmo fechado.

"Mas e a censura, entra onde?", pergunta o jovem gafanhoto. Simples: com o banimento de sites e redes sociais por conta da pirataria de alguns usuários, diversos tipos de manifestações (como as que recentemente aconteceram no Oriente Médio) podem ser atrapalhadas. A internet é um facilitador para esse tipo de manifesto, uma vez que age de maneira rápida e eficaz.

Na última quarta-feira, dia 18 de janeiro, diversos sites realizaram protestos contra os dois atos. O principal foi o da Wikipedia; a versão americana da enciclopédia livre foi retirada do ar. Outros sites emitiram comunicados se posicionando contra os projetos do governo dos EUA.

Imagem mostrada no "apagão" da Wikipedia, que ocorreu
dia 18 de janeiro
R.I.P. Megaupload

Em meio a tudo isso, um dos principais sites de compartilhamento de arquivo, o Megaupload.com, teve seu acesso bloqueado e seu fundador Kim Dotcom (além de vários funcionários) preso pelo FBI. O indiciamento da empresa se deve a um prejuízo de mais de 500 milhões de dólares aos detentores de direitos autorais, muitos deles pertencentes a indústria cinematográfica de Hollywood.

O documento emitido para justificar a prisão dos funcionários do Megaupload descrevem o site como “uma organização criminosa que tem membros atuando em infração de direitos autorais e lavagem de dinheiro em uma escala massiva”.

Opinião

Desde que tenho um aparelho de DVD em casa, pouquíssimos filmes piratas foram inseridos no leitor. Sei lá, nunca curti aquelas mídias roxas, sem uma capa decente e nada de extras. Prefiro esperar uma baixa nos preços e comprar o filme por R$ 12,90 nas Lojas Americanas. Já quando o assunto é vídeo-game a história é outra. Comprei um Xbox 360 em setembro do ano passado. O único jogo original é o Kinect Adventures, que veio junto com o acessório. O valor de um jogo original é absurdo; com o dinheiro pago em um lançamento, consigo comprar 20 títulos piratas.

O lucro das empresas detentoras de direitos autorais (seja ela da indústria fonográfica, cinematográfica, de games ou o escambau) é enorme. Faturam milhões e milhões com isso e agora querem marginalizar os disseminadores de "pirataria"? É bem aquele ditado: "quanto mais tem, mais quer".Estas indústrias sabem na hora que estão produzindo filmes, games, músicas etc. que a internet existe e que, assim que o produto estiver disponível, ele será compartilhado mundo afora.

Não existe uma forma de acabar com isso e nem deve existir. A internet deve ser mantida da forma que está e as empresas produtoras de conteúdo devem se adaptar a essa nova realidade online, encontrar novas formas de lucro com a web, de forma a não punir quem encontra brechas em seu sistema falho e defasado de geração de dinheiro.

Para mim, empresas como Warner, Sony, Microsoft perdem dinheiro ao oferecer seus conteúdos a preços abusivos. Artistas alternativos têm demonstrado que dá para captar dinheiro oferecendo suas músicas de graça pela internet. Com a velocidade de download cada vez mais rápida, conteúdos são disponibilizados via web sem o custo da impressão de capa, fabricação de mídia e pagamento de várias outras taxas. A Apple demonstra isso com maestria, sua loja virtual de músicas, o iTunes, vende músicas licenciadas por apenas 99 centavos de dólar.

Esses dois exemplos são poucos perto da infinidade de outros que comprovam que a internet está aí para ajudar e não atrapalhar. Basta os bilionários das indústrias envolvidas usarem um pouco da criatividade que ainda os restam e inovem na maneira de lucrar com seus conteúdos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ituano: um clube esquecido

O principal título do Galo, o Paulistão de 2002
Itu tem um clube na primeira divisão do Campeonato Paulista. Esse time, inclusive, já foi campeão do torneio em 2002. Enquanto cidades menores celebram o time local (como Lins e Catanduva), a torcida ituana dá pouca moral ao Galo Rubro-Negro... Culpa dos cidadãos? Não, culpa de um departamento de marketing fraco, que não promove a equipe como deveria fazer.

A participação da marca Ituano Futebol Clube nas redes sociais é quase nula. Twitter e Facebook oficiais do clube não são atualizados desde maio de 2011. O site, ineficaz e com um layout sofrível. Até quando isso irá acontecer? Até quando o Ituano seguirá escondido até mesmo da sua torcida? Perguntas difíceis de serem respondidas... 

Em outubro de 2004, conferi in loco a derrota do Galo para o Fortaleza-CE pela Série B (uma vitória classificaria a equipe ituana para o quadrangular final do torneio). Apesar do resultado adverso, o comportamento da torcida foi exemplar: o estádio Novelli Júnior estava completamente tomado pela massa rubro-negra. Foi a última vez que isso ocorreu.

Naiara Nascimento, terceira colocada no concurso "Gata do Paulistão" 2011
De lá pra cá, a torcida compareceu em peso apenas em jogos contra "equipes grandes". O que provoca isso? Essa pergunta já é mais fácil de responder: falta de equipes competitivas, uma categoria de base que não revela talento algum, ingresso relativamente caro e, o principal, falta de identificação do time com a torcida. Diga o nome de um jogador que se destacou com a camisa do Galo nos últimos anos? E um jogo que tenha ficado na sua memória? Acho que a melhor lembrança referente ao clube no últimos anos foi o terceiro lugar no concurso Gata do Paulistão, conquistado pela Naiara Nascimento (que nem de Itu eu creio que seja).

Isso sem contar as constantes ameaças de rebaixamento. São três anos seguidos brigando para não cair no Paulista! Definitivamente o Galo, de tantas glórias do passado, não merece isso. Tomara que em 2012 a situação seja diferente e possamos, quem sabe, ter orgulho do time de nossa querida cidade. O Ituano não pode ser esquecido. Cidadão ituano, faça a sua parte. Compareça ao jogos do clube e o incentive. Quem sabe a diretoria abra os olhos e comece a dar o devido valor ao rubro-negro.