quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Serial Share

Levanta, troca de roupa, toma café e compartilha foto de um aborto ou de cachorro morto no Facebook. Essa é a rotina de milhares e milhares brasileiros. Falta criatividade e bom senso para eles, por isso transformam seus perfis em verdadeiros slides de Power Point que sua mãe enviava no fim dos anos 90, cheios de correntes absurdas e fotos de paisagem com uma frase de Augusto Cury.

Num ritmo de 10 compartilhamentos por minuto, esse tipo de usuário é conhecido como "serial share". Compartilha sem dó, o que vier na frente. Não se preocupa se tem erro de português na frase, não liga se o nome da página nada tem a ver com o conteúdo do que foi compartilhado... Enfim, transformam o Facebook num show de horrores.

O serial share não usa faca nem arma: apenas um computador
Esse tipo de pessoa acredita que Mark Zuckerberg doará R$ 0,05 por compartilhamento de uma foto de um bebê anencéfalo, que se uma imagem for replicada 1 milhão de vezes a corrupção acaba no Brasil, que 30 iPhones serão sorteados na moleza apenas pra quem compartilhar uma imagem entre uma série de absurdos.

Isso sem falar nas frases melosas à la Tumblr, das promoções sem sentindo, dos Facecrentes (aqueles que compartilham salmos e provérbios durante o dia todo), os defensores dos animais que repassam imagens lindas de cães e gatos mutilados...

Já pensou se o Facebook resolve limitar o número de compartilhamentos por dia? O que seriam dessas pessoas? Conseguiriam viver?

Acho que não.

Pelo fim do serial share!

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