quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Senado aprova PEC dos Jornalistas: primeiro passo rumo à vitória

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista foi aprovada em primeiro turno pelo Senado nesta quarta-feira, 30 de novembro. Foram 65 votos a favor e sete contrários à proposta. Uma grande vitória de todos os jornalistas.

Mas qual a finalidade do diploma?

Afinal, ter diploma de jornalismo pra quê, se todo mundo sabe o que é lead? Se todo mundo sabe o significado de TP? Se a teoria de McLuhan é ensinada no primário? Se "pescoção", "barriga" e "foca" são gírias comuns? Se todo mundo escreve na forma de pirâmide invertida? São incontáveis as lições que só se aprendem na faculdade.

O diploma faz toda a diferença. É ele quem valoriza nossa profissão. É ele quem dá credibilidade e conhecimento específico para exercê-la. "A formação em Jornalismo, que deve ser constante e aprimorada durante toda a vida, é a base inicial para o exercício regulamentar da atividade", disse Beth Costa, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Um dos argumentos utilizados pelos "nobres" ministros em 2009 para a suspensão da obrigatoriedade do diploma foi que a profissão de jornalismo não coloca em risco a vida de outra pessoa. Como não? Um jornalista sem formação necessária pode ser tão fatal quanto um açougueiro operando alguém.

Outro argumento utilizado pelos senadores contrários foi o de que a votação para o retorno da exigência do diploma não atende ao interesse da sociedade. Como não? A população merece um jornalismo de qualidade, fundamentado em preceitos democráticos e éticos. Tal formação só pode ser adquirida em um curso superior.

Por fim, parabenizo os senadores que, com interesses pessoais ou não, votaram pelo retorno da exigência do diploma, pelo retorno da dignidade da profissão. E aos que alegam que obrigatoriedade de que tal artefato coloca em risco a liberdade de expressão, deixo aqui a fala do senador Inácio Arruda, do PC do B-CE: 

‎"Arguir que a profissão de jornalista criaria embaraço para a liberdade de expressão e do pensamento é um verdadeiro escárnio. O que cria embaraço para a expressão da liberdade de pensamento é o monopólio na mídia".


Com informações do Estadão.

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