sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A USP não quer ser vigiada


Desde o dia 27 de outubro, o campus da Universidade de São Paulo (USP) tem sido cenário de conflitos entre alunos e policiais militares. Tudo se deu por uma denuncia anônima recebida pela PM de que três estudantes estavam fumando maconha em um carro, estacionado próximo ao prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Os militares detiveram os infratores afinal, segundo a lei vigente, porte de entorpecentes ainda é considerado crime.

Pois bem, os colegas dos maconheiros não gostaram muito e resolveram “protestar”. Sim, protestar entre aspas, pois o que vi foi um ataque sem necessidade à PM. Pedaços de pau, pedras e até cavaletes foram atirados contra a infantaria da corporação, que não reagiu de forma exagerada. Tudo isso pelo “direito” dos alunos de fumar seus baseados livremente pela universidade.

A presença policial tão contestada pelos “intelectuais da USP” foi uma reivindicação dos próprios alunos, após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, no dia 18 de maio de 2011, em uma tentativa de assalto. O jovem cursava o 5º ano de Ciências Atuariais e seu assassinato causou, além de comoção, revolta no corpo discente, que solicitou através de carta melhorias na segurança do campus. O reitor, João Grandino Rodas, então assinou um convênio com a Secretaria Estadual de Segurança Pública para resolver este problema.
Na foto, um dos "revolucionários" da USP, antiimperialista
mas que usa GAP e Ray-Ban

Só que alguns integrantes da comunidade uspiana devem achar que estão acima da lei ou fora da jurisdição da Polícia Militar para não concordar com a presença da mesma na cidade universitária, pois ser contra a presença de mais segurança em um ambiente tão vasto como a USP é muita burrice. Não adianta usar como justificativa de que o ambiente acadêmico é um espaço para o pensamento livre que esse papo não cola. Qualquer pessoa está sujeita à lei.

A cidade universitária quer ser uma bolha, um ente autônomo. Não é da conta de ninguém saber ou cobrar o que ocorre por lá: como são utilizados os recursos, em que a sociedade brasileira está sendo beneficiada com a produção científica, qual é a produção científica etc. tudo em nome da autonomia universitária, a balela do “pensamento livre”. A universidade não gosta de ser vigiada. Nem pela polícia, nem pela sociedade.

Outra justificativa equivocada é em relação à “truculência da PM”. Sim, existem casos de uso de força desnecessária, corrupção e crimes praticados por policias, mas é tudo uma questão matemática: certa porcentagem da Polícia é truculenta, violenta e corrupta. Mas 100% dos bandidos, traficantes e criminosos são truculentos, violentos e corruptos. A presença da Polícia no campus é vital para a segurança da comunidade acadêmica, para que a única preocupação dos alunos seja estudar, para que outros “Felipes” não percam a vida no local onde estudam.

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